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- Em mais uma tentativa de reduzir os efeitos da Influenza Aviária do tipo H5N1, que continua causando vítimas pelo país, o governo do Egito baixou decreto proibindo a comercialização de aves vivas. Segundo Maged George, Ministro do Meio Ambiente, embora a medida só entre em vigor a partir de 1º de julho de 2010, vários órgãos do governo do país devem começar a agir conjunta e imediatamente a partir de agora, para que se obtenha uma passagem gradual do abastecimento das aves vivas para as aves abatidas em estabelecimentos previamente licenciados para esse fim.
Adicionalmente a essa medida, o Ministro anunciou a realização de uma conferência, ainda em fevereiro, com a participação da Organização das Nações Unidas (ONU), do governo do Egito e de entidades representativas da sociedade egípcia com a finalidade de estabelecer um plano de erradicação da Influenza Aviária em um período que varia de três a no máximo cinco anos.
Desde que o vírus apareceu no país, no inicio de 2006, perto de uma centena de pessoas foi infectada pelo vírus (invariavelmente, pelo contato com aves doentes ou mortas) e 28 delas morreram em consequência da doença. Os últimos quatro casos de infecção foram registrados em janeiro passado.
A propósito da proibição do comércio de aves vivas: o governo egípcio pode agir por decreto (como fez em 2009, quando determinou o sacrifício em massa de suínos para controlar o surto de H1N1) e, assim, atingir seu intento de retirá-las do comércio. Mas oferecerá suporte financeiro suficiente para a construção de novos abatedouros avícolas?
À primeira vista a medida deverá beneficiar os exportadores de carne de frango. Entre eles o Brasil que, em 2009, teve no Egito seu terceiro melhor cliente do continente africano, atrás apenas de África do Sul e Angola. No ano que passou, as importações egípcias do Brasil aumentaram mais de 150%. Chegaram às 54 mil toneladas, propiciando receita cambial de US$74 milhões, o dobro do alcançado em 2008.
(AviSite)
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